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Diz o filho para a mãe :
- Mamã, mamã!! Na escola chamaram-me mentiroso. - Cala-te que ainda não andas na escola!! Luso-Poemas
Soneto 1 - 2020 - dellacoelho - 20Set2020 15:45:07
Suplico ao Lácio que esta angústia
consiga a pena eternizá-la, purificando o vurmo que a exala, volvendo à cura infeliz moléstia. Senhor Tempo caminha sem modéstia, falseando que a brandura a embala a esconder a sombra que a apunhá-la, escurecendo os raios de uma réstia. Resta então clamar à Luz Divina que a banhe nas águas cristalinas livrando-a enfim de cruel tormento. Peço ainda, nos dias maus, a esta menina FÉ... em sua tênue vida peregrina até que seu suar se esvaia com o vento. Della Coelho Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=353087 "(just-like:)Ragnarok," - Hv|s - 20Set2020 15:45:07
"Com estas flores pensava, doce donzela , adornar teu leito nupcial e não espalhá-las sobre tua sepultura." (Hamlet) Cena I, Ato V Ei, Valhala.. a portões incertos de contar A linhos de batalhas inteiras em te nomear Por indecisão ao arbitiro devastado Em pele de verter o ensaio ao contrário Da pilhéria em consumo relapso, ora vil Da matéria que não te peca o que serviu Todo o inferno de te perdurar ao extremo Sem cartas insanas ou hábitos terrenos Ah, eu.. que tanto te faria, a limbo voraz Por condenação exaustiva, métrica da paz Ou versos alheios, tão cheios quanto o corpo Da metade por desejo velado e mais um pouco Ah, obra de mim.. eu derrubo a janela que te diz Ao ponto do fogo consorte da rima que não fiz - Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=353086 ACREDITAR É TER FÉ ? - IsabelRFonseca - 20Set2020 15:45:07
Acreditar é ter fé
Rezar é bom, rezar é preciso! Senhor aumenta a minha fé porque eu amo-te senhor Hoje vamos rezar e estender as nossas Mãos por todas as famílias, quando vemos O olhar triste de uma criança Que tem fome que vive na miséria Uma mãe que chora, um pai que corre contra o tempo Para alimentar a sua família, antes que seja tarde demais Sem emprego, sem nada, deixaram de acreditar Eles deixaram de ter esperança, para a sua família Quantos projectos começaram e não terminaram? Quantas vezes disseram que desta vez ia ser diferente e não foi A atitude positiva pode levar-nos longe e tornar tudo possível Nascemos para viver bem e ser felizes Para estarmos atentos a todas as oportunidades Os nossos sonhos são convites para irmos À luta sempre até ao final da meta Temos de ter fé na nossas capacidades e realizá-las Facilitará a vida de toda a família Os passos que dermos são necessários Para sermos abençoados, com dádivas Que nos permitem aumentar as nossas capacidades Podemos estar tristes hoje Mas o amanhã poderá dar-nos grandes vitórias Após uma tempestade o sol brilha sempre Quanto maior for a sua luta, maior é a vitória que o Senhor Tem preparado para todas as famílias Entregamos os nossos propósitos a Ti Para que tudo se realize conforme a Tua vontade Desistir? Nunca! Retroceder? Jamais! Abençoa todas as famílias Para que possam ter o pão nosso de cada dia Pois acreditar é ter fé, ter esperança é acreditar. Ter fé é rezar é acreditar com amor ? Isabel Morais Ribeiro Fonseca Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=353085 ILUSÃO - Jairo Nunes Bezerra - 20Set2020 15:45:07
ILUSÃO (Jairo Nunes Bezerra) Não foi sonho... Estavas na minha proximidade, E velejando fitavas-me embevecida... Eras da natureza a presencial acuidade, Ativando a minha negritude imagem obscurecida! Quisera ter-te apaixonada em meus braços, Satisfazendo-te em teus ardentes desejos... Logo partistes ligeira deixando-me sem afagos, Distanciado de teus anseios! E a saudade veemente ocupou espaço maior, E sem a tua presença a cama ficou deveras menor, Aguardando o teu regresso! E disso esperançoso vou ficando angustiado, Pelo evento frustrado, Distanciado de terno e esperado progresso! Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=353084 O amor da sabedoria e a medicina - Carlos Ricardo - 20Set2020 15:45:07
O amor da sabedoria foi e é um grande amor.
Esta paixão revelou-se, para mim, o melhor antídoto contra outras paixões. Fosse por questões de senso, de nexo, de coerência, de sentido, de valor, de entendimento e de harmonia com quem me rodeava, a forma de haver entendimento e harmonia com a catequista, o padre, as beatas e as professoras, era reproduzir de cor e salteado o que eles mandavam. Havia outras pessoas, analfabetas (de escrever, ler e contar), que me transmitiam a noção empírica de que todo aquele teatro, à volta de uma escola e de uma igreja e, lá mais em cima, na sede do concelho, o tribunal, o quartel e a esquadra da GNR, era de tal modo simbólico e cifrado, para não dizer enigmático, que tinha mais pena deles, com as suas plumas e vestes ritualizadas, quando não cheios de jactância na hierarquia das procissões coroadas de interminável e poderoso foguetório, do que dos pedreiros cobertos de pó, a tossicar na taberna, vítimas da silicose e do cancro do pulmão pela sílica, enquanto os filhos deles, que eram meus colegas de catequese e de escola, passavam fome e aprendiam a agradecer a Deus a sorte que tinham. As minhas dores e as minhas raivas e as minhas frustrações, por mim e pelos outros (familiares, amigos?) encontravam eco no conforto religioso das pessoas ignorantes que me rodeavam, em casa, na aldeia, na catequese diária, fosse da escola fosse da catequista, ou no castigo de algumas dessas pessoas que exerciam a autoridade, com violência, sem necessidade de a justificarem, fazendo recair sobre mim, criança, jovem, adulto, o ónus de justificar a minha conduta. Quando entrei na fase de saber que o mundo não tinha começado quando nasci e que não era apenas o meu quintal, a minha aldeia, paróquia, professora, e que havia uma cidade, e médicos e farmácias e hospitais e depois, outra e outra e oceanos e filmes, tudo era mais difícil de conciliar, mas o amor da sabedoria, impaciente, tantas vezes cruel e ingrato, foi-se mostrando vantajoso como uma arma de defesa pessoal, ou de defesa geral, numa guerra. A todas as tentativas, mais ou menos reais, mais ou menos disfarçadas de ordem, ou simplesmente perpetradas, de me conduzirem, ou subjugarem, ou ignorarem, ou desprezarem, eu aprendi a perceber que a razão é a arma dos fracos e que a sabedoria é como um grande exército de razões. Esta consciência, resultante de muito pensamento construído sobre o pensamento e as ideias de tantos filósofos e pensadores e escritores, permitia-me colocar um médico, ou um juiz, ou um engenheiro, no seu lugar profissional, do mesmo modo que a mineralogia, a zoologia, a botânica, a química, estavam nos compêndios respectivos. A minha passagem pelas ciências, numa altura em que o país fervilhava por todo o lado e todo o tempo era pouco para nós, jovens à procura de saber quem tem razão, mostrou-me que a vida, a acção, a dinâmica, os desafios, os combates, a adrenalina, não estavam numa bancada de minerais, ou num laboratório de química, ou na exploração e conhecimento da flora. O carácter de urgência de certas situações, altera as prioridades. Havendo prioridades a considerar na construção de um currículo académico, ou de um plano de formação profissional, estas têm mais a ver com questões de ordem técnica e prática, funcional, do que com razões de ordem teórica ou filosófica. Está fora de questão que um estudante, qualquer que seja a função ou a profissão que venha a desempenhar, só por ser estudante deva estudar tudo o que há para saber sobre todos os domínios. Outra questão será: estará em melhores condições para abordar clinicamente um humano, do ponto de vista das medicinas, um médico robot, que só sabe de medicina (isto é possível?-esta era a provocação de Abel Salazar), ou um médico humano? Para não me alongar, e deixando implícito muito do que poderia explicitar, não acredito que um robot possa filosofar. Que, tomando a realidade (que equivale ao que conhece) possa definir o ser tendo em consideração: o ser como um poder ser que foi /um dever ser (pelo menos quando falamos de ética) que é, e como ele, robot, quer ou deseja que seja? Mas o médico, enquanto homem, é um filósofo que vive integrado num sistema de acção e de pensamento e de valores que, em grande parte, já assimilou o que os sistemas de cultura assimilaram ao longo da história. Este sistema de pensamento e de acção é um sistema de linguagens e de lógicas, nomeadamente matemática, cujo domínio varia muito de pessoa para pessoa e de robot para robot. Não acredito que os robots decidam com base em valorações próprias, que não sejam programadas por humanos, mas os médicos fazem-no. Neste capítulo, por ex., se é indiferente para o mundo que uma pessoa viva ou morra, já quanto à vantagem política e económica na sua sobrevivência, ainda que enfermo, ou na sua morte, os médicos e a indústria farmacológica e as tecnologias da saúde e todas as profissões que dependem do tratamento das pessoas, tanto ou mais do que os direitos fundamentais do homem e do cidadão, são um baluarte e uma fortaleza, cujos interesses, quando mais não sejam, de facto, garantem o respeito pela saúde e pelas vidas, por mais inúteis ou absurdas que sejam do ponto de vista de qualquer filosofia, religião, ideologia ou sistema de valores. Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=353079 Peão - João Marino Delize - 20Set2020 15:45:07
![]() Peão Do gaúcho peão é que eu falo Trabalhava e tinha muita fé Mas se quer lhe davam cavalo Por isso andava sempre a pé Trabalhavam pra fazer o charque Nas sesmarias que lhe tomaram Aprenderam depressa essa arte Sem estudos quase fracassaram Mas aí veio uma grande guerra Entre os donos daquela terra Deram a ele de novo o cavalo Foi chamada Guerra dos Farrapos Os gaúchos, verdadeiros guapos Na missão também houve pialo. jmd/Maringá, 19.09.20 Obs.: O nome peão veio do gaúcho que trabalhava a pé (sem cavalo). Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=353078 Vou por aí - sisnando - 20Set2020 15:45:07
Vou por aí á procura
De uma emoção ou sentimento Que me liberte desta loucura Tão sólida como o cimento E desço a rua da amargura Procuro outra cor que não o cinzento E lá entro numa carruagem segura Vou ao encontro do outro jumento Não o encontro, mas a vista é menos escura É mais ampla e a gente tem um outro comportamento Dá a sensação de a competição ser menos dura Vive-se o dia-a-dia com um outro alento E sim a amizade essa perdura Não é mais um artificial momento!!! Bruxelas 30/03/2012 Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=353077 Morte do Pantanal - AjAraujo - 20Set2020 15:45:07
![]() Brasil de mo(r)tes, de fases e frases, de crises e crases, contrastes e trastes de males e Salles, lobbies e espécies Terra de pantanal incêndio abissal destruição colossal inferno zodiacal? fogueira medieval - sem canto madrigal - morrer efeito colateral país sem rumo se lança no abismo flerta com fascismo se o boi vai pro matadouro o povo? penhoro ou ignoro... AjAraujo, poeta destroçado com o incêndio avassalador e destruidos de espécias no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=353076 o Outro - Jorge/Joel - 20Set2020 15:45:07
Na parede d?alguém Escrevi, ? eu existo ? Na parede da frente Alguém mais abaixo, escreveu: -?Embora Zé, sem visto Eu ninguém sou, nem Aqui nem lá donde Vim e prond?me vou, Nem o Cristo me visita, Ou o outro indiferente, Ostentando o crucifixo Torto? Jorge santos (02/2017) https://namastibet.wordpress.com http://namastibetpoems.blogspot.com Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=353075 Bizarro - Jorge/Joel - 20Set2020 15:45:07
Uma bizarra noção, a da palavra dita, Pronuncia-se e acabou, se a escrevo Se fixa, se vale ou não, depende do Compositor e não da validade oportuna E do espécime, mas bizarras, quanto Mais melhor e belas, as ditas por nós E os silêncios pelo meio e dentro, graças À voz, outra noção bizarra, fraca ou grossa, Dependendo do conjunto, corpo e alma E a faculdade de ouvir, a crença, se de noite Quando sente ou nota o coração mais, Se dia, dita perfeita e com fé que haja Alguém ou algum caminho tal como o meu, Bizarro, igual a ninguém, apenas a uma Lembrança que em minha pronuncia há, Bizarra noção a da palavra escrita, Magnífica quando nem o entendimento Entende, quanto mais o coração que Não soa ao eu poético, mas à razão, bizarra qb Para ser poesia e ilusão de pertencer a gente Duma bizarra nação, a da palavra ?ditada- -Por-mim? ? Joel Matos (02/2017) https://namastibet.wordpress.com http://joel-matos.blogspot.com Fonte: https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=353074 | ||||||
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