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Às vezes... - 02Ago2008
![]() Às vezes deparo-me a olhar para o horizonte sem nada ver, sem ter nada para sentir...Apenas olho e vejo o reflexo de mim espelhado para um horizonte cheio de nadas, cheio de tudos. Querendo saber as respostas mas ficando com mais dúvidas... Depois adormeço acordado com esse olhar na minha mente, que permanente ficou num ar. Algo para pensar, mas não quero pensar apenas quero viver, sem ter que ter de pensar apenas agindo. Sendo louco por vezes, inconsciente, sou levado por uma emoção de um momento, por um capricho que noutra altura diria que não pela razão. Agora ajo com coração, deixo que me leve, por esse caminho que às vezes não é o mais correcto. Silencio-me no nada, respiro as palavras para as poder escrever ? Espero pelo momento certo, e redijo numa folha de papel. Levo ao mar, pego numa garrafa e ponho lá um pedaço de mim ponho uma rolha e deixo que o mar a leve. Ao princípio começou por ser um desabafo, duma escrita, que havia sido abafada dentro de mim. Agora é uma rotina periódica, ponho as mágoas numa folha de papel, esperando que sobre ondas do mar me traga a felicidade. Quando alguém me ler perceberá porque às vezes me sinto só, mesmo estando rodeado de mil pessoas. Sinto-me num vazio enorme, quando tenho a volta toda a felicidade que toda a gente deseja ter. Por isso ás vezes mais vale não escrever, mais vale, por na garrafa o silencio do nosso coração para alguém poder nos compreender melhor, em vez de um punhado de palavras preenchidas a dedo, para parecer que o vazio foi preenchido. Às vezes? http://www.myspace.com/margaretesilva Fonte: http://writer-words.blogspot.com/2008/08/s-vezes.html Ingénuo sou? - 14Jul2008
![]() Chamaste-me louco por dizer que gosto de ti Louco sou e serei por dizer a verdade? Então serei a pessoa mais louca a face da terra Pois nada é relevante sem a tua presença... Sem o teu sorriso, a tua ternura que me conquista A cada segundo, ficando eu rendido a ti... Precisando de ti para viver, para minha vida ter valor Será que descobri o amor? Isto que tantos apregoam de amor? Ingénuo sou, pois nunca me apresentaram... Esse ser a quem dão o nome de amor... Mas se for, porque ele está sempre no meio de nós... Fazendo chorar constantemente em vez de me trazer alegria? Então prefiro não amar e ser feliz ao teu lado! Prefiro viver esta vida sem temer algo entre nós... Que faça com que um dia, te leve e me deixe só... Apenas te quero junto a mim... http://www.myspace.com/margaretesilva Fonte: http://writer-words.blogspot.com/2008/07/ingnuo-sou.html Consciência - 09Jul2008
Um dia, uma menina muito bonita chegou ao pé de mim e disse-me que eu poderia conquistar tudo o que quisesse se fosse rico e poderoso, menos o amor da minha amada, e que aí, teria de optar ou pela riqueza e poder ou pelo amor. Fazendo-me ver, assim, as consequências das duas opções. Se optasse ser rico e poderoso, seria infeliz, egoísta, mesquinho e orgulhoso. Criaria muitos inimigos, não teria qualquer amigo nem o amor da minha amada. Quanto mais poder e riqueza eu tivesse, mais solitário seria. Nunca iria conseguir comprar o amor e a amizade das pessoas, que continuamente iriam-se afastar de mim. Mas, se optasse pelo amor seria feliz e teria o amor e a amizade de todos. Poderia não ter poder suficiente nem ser rico, mas se lutasse pelos meus objectivos, veria que independentemente da riqueza e do poder, teria tudo o que desejava. Porque o poder e a riqueza só nos faz sofrer, torna-nos em seres solitários. Então percebi que a menina mostrou-me o que de mais valioso havia na terra... o amor. Por isso lutei pelo amor da minha amada, e pela felicidade das pessoas que mais amo. Posso não estar em todo o lado, mas os meus amigos sabem que lá estarei, quando precisarem. Admito mesmo assim, que tenho erros e defeitos. Mas essa menina mostrou que ninguém é perfeito. Louco é aquele que julga sê-lo. Essa menina é a nossa consciência, e diz-nos tudo o que devemos e não devemos fazer. Infelizmente nem sempre a queremos ouvir, por vezes a verdade doí muito, e faz-nos sofrer. Sei que estou mais maduro, pensando de maneira diferente, e antes de fazer as coisas. A menina ajudou-me a erguer a cabeça nos momentos mais infelizes e agora sou feliz porque aceitei a sua verdade. Sim doeu, mas ultrapassei essa dor vendo o o quanto ela é importante para mim. E Como faz parte da minha vida!
http://www.myspace.com/margaretesilva Fonte: http://writer-words.blogspot.com/2008/07/conscincia.html Televisão... - 07Jul2008
![]() Ligo a televisão e a primeira coisa que vejo, é a morte de uma criança numa barragem. A notícia a seguir é sobre outra morte de um pai e um filho. Só existem notícias más para dar? Só o terror é que faz audiências? Se sim, como está o caso Casa Pia? Há tanto tempo que não oiço falar sobre ele. Alguém foi condenado? Não sei, já não deve ser suficientemente interessante para dar audiências, o caso Apito Dourado vai no mesmo sentido o esquecimento. Mas temos mais casos, como por exemplo o caso Maddie, antes era largos minutos de tempo do noticiário, agora nem um minuto. Mas poderemos ir ainda mais longe, falar sobre o que realmente as pessoas preocupam-se no seu dia-a-dia... Os problemas sobre os deficientes, isso não é importante chamarem atenção? É a sociedade onde vivemos, onde o sensacionalismo, supera tudo... Onde os canais de televisões, fazem de tudo para ganhar a guerra das audiências! Mas esquecem-se que do outro lado do ecrã, está uma pessoa, que quer informações realmente importantes para a sua vida... Quer programas lúdicos, para poderem progredir como ser humanos, não querem mais vasculhar e invadir o máximo da privacidade das pessoas que se intitulam como famosos... Os não famosos são tão ou mais importantes que os famosos pois são o povo, são aqueles que fazem progredir ou não o país, por isso não se esquecessem daqueles que fazem vocês terem audiências.... http://www.myspace.com/margaretesilva Fonte: http://writer-words.blogspot.com/2008/07/televiso.html História de uma vida... - 04Jul2008
![]() Vou vos contar a minha história, até aqui nada de especial. Pois a imensas histórias de rapazes mas vou contar a história de como a nossa infância e a nossa adolescência pode influenciar e muito a nossa vida. Numa bela manhã de verão, de Agosto nasceu, um bebé lindo, de olhos azuis uma criança adorável e muito sociável. Até aos três anos de idade, teve uma vida completamente normal mas a partir dos três anos, começou a sua tormenta. A sua mãe tinha sido internada por depressão. Logo aí foi privado do amor dela. Ela tinha sido internada por causa do seu pai. Pois tratava-a mal, não respeitando como mulher nem como esposa. Teve lá dois anos, foram passados com dificuldade e com muita dose emocional. Voltou para casa e parecia que tudo corria bem. Aos dez anos descobriu que o seu irmão tinha uma doença incurável. Era epiléptico, era o primeiro acordar a assistir as suas crises. A partir daí começou a ter traumas, a sonhar com o seu irmão e a lembrar-se dos seus ataques. - Tens de ser forte, não podes chorar. Pois a tua família precisa de ti. ? dizia o seu pai. - Como posso ser forte? Se só consigo ver sofrimento e dor a minha volta. - dizia ele. - A vida é assim, tens de ser forte pois a vida não é fácil. Só se sobrevive quem é forte, e não os fracos. Por isso não temas nada. ? seu pai respondendo a ele. - Então prefiro matar-me a viver com esta dor, não aguento esta dor que me rasga o coração. Que divide em duas partes, que chora no silêncio da noite. Desculpe se não sou forte, mas não consigo ver o sol pois só vejo nuvens cinzentas a minha volta. ? respondendo seu ao pai. - Não fiques assim pois, vais ver que isto vai melhorar. Melhorar dizia o seu pai, só se tornou cada vez pior. Então seu pai começou a beber, pois tinha sido despedido. Não havia dinheiro para comprar comida. Mas tinha de haver dinheiro para ele beber. Quando chegava a casa batia na sua mãe, ouvia os gritos abafados da sua mãe. Pensavam que estava a dormir, mas estava bem acordado ouvindo por detrás da porta. Até que um dia se fartou e resolveu intervir. - Pai? chega não vai mais tocar na mãe outra vez! - dizia ele. - Que queres tu rapazinho, vais mas é dormir que já são horas! ? o seu pai dizendo com cara de furioso. - Não me vou deitar, enquanto continuar a bater na minha mãe! - dizia ele tentando mostrar uma cara de mau. - Sai, já da frente senão levas! ? o seu pai cada vez mais furioso. Não se mexeu do mesmo lugar, levou um soco. Esse soco nunca mais esqueceu-se, doía-lhe imenso mas para tentar ser forte. Não saiu nem um grito de dor, e muito menos uma lágrima. O seu pai arrependido veio logo lhe pedir desculpa. Ao que respondeu meteu-lhe nojo, nunca mais o quero ver. E na manhã seguinte fugiu de casa para nunca mais voltar para lá. Ia começar uma nova etapa da sua vida. Mais dura do que podia imaginar, mas muito enriquecedora. Nos primeiros tempos dormia na rua, onde via prostitutas, chulos, vi senhores ministros na rua a procura de jovens para saciar, as suas fantasias sexuais. Onde tudo era permitido, como se fosse outra realidade outro mundo. A noite toda a gente é uma pessoa nova, parece que renasce. Foi começando aperceber-se, que a vida cor-de-rosa que idealizava, não passava mesmo disso de um sonho, de algo que não existia na vida real, no mundo. Até conseguir arranjar um emprego, dormia num banco de jardim. Não dormia, pois surgiam os pesadelos do seu pai a vir em direcção a si tentando lhe bater, ou as caras de pessoas famosas que passeavam a seu belo prazer a procura de uma aventura com o primeiro rapaz que aparecesse. Andava desesperado, até encontrar emprego numa tasca. Onde trabalhava desde as 8 da manhã até a 0:00. Servia as mesas, limpava o chão resumindo fazia de tudo o que o seu patrão dizia para ele fazer. - Puto despacha-te, tens mãos de galinha! Continuas assim e vais para a rua, a tua mãe devia ser uma prostituta, pois nem sabes fazer nada de jeito. Nem sequer sabes falar. ? dizia o seu patrão resmungando por tudo e por nada. - Veja lá o que diz da minha mãe, seu gordo fedorento? a minha mãe tem mais honra que muitas mulheres ai do jet 7. ? dizia transtornado e a querer esfolar ele. - O que disseste meia-leca?- dizia ele ainda mais furioso. - Nada, nada. ? fingindo que nem sequer tinha falado. - Acho bem, agora despacha-te que temos clientes a espera e eles nunca podem esperar? OUVISTE! ? gritava ele como se o mundo fosse acabar naquele momento. Dava duas refeições por dia, e já tinha sorte. Sorte porque antes nada comia, mas o que comia não ia para além dos restos que davam a si e ao cão que tinha. Até que um dia disse basta, basta desta vida de merda. Não passava de um farrapo nas mãos dele. E num dia a noite quando toda a gente estava a dormir, abriu devagar a porta e foi andando de pé ante pé até a porta rua. Quando chegou a rua suspirou de alívio, pois ia voltar a ver as caras conhecidas, que tantas vezes tinha visto a uns anos atrás. A única diferença era que estavam mais velhos. Mas já não tinha medo, da noite, nem pesadelos agora conseguia os controlar. A noite para si, já nada trazia de novo. Até que um dia? noite se fez dia, sem saber a sua vida ia mudar completamente. Encontrou uma pessoa que lhe estendeu a mão, lhe salvou da perdição. Quem mais poderia ser se não um padre. - Vem comigo filho, eu prometo-te ajudar! ? com ar de bondade, que nunca tinha visto antes. - Como poderei saber que diz a verdade? ? desconfiado mesmo olhando nos olhos do padre o mais sincero possível. - Achas que minto? Se achas que sim, continua ai, se não vem comigo. ? sério mas com ar de confiança e segurança de alguém que já sabe qual vai ser a resposta. Hesitando lá foi andando devagar ao encontro do padre. Começou a ir outra vez as aulas, a voltar a ter uma vida normal. Com o passar do tempo as dificuldades que ele tinha na escola, foram passando e começou a tornar-se num excelente aluno. Começou a tratar o padre por pai, nem sequer já se lembrava da sua família. Aos 18 anos decidiu ir para padre, pois sempre quis ser como o seu ?pai?. - Sabes o que essa decisão, pode ter na tua vida? - Sim, sei e mesmo sim quero continuar. Pois quando o encontrei, não tinha coração mas sim uma pedra. Só tinha ódio e só sabia as palavras tristeza, insegurança, e não tinha auto-estima nenhuma. Aprendi consigo o amor, a felicidade, o que é o significado de um lar. E por isso decide espalhar por esse mundo, o significado do amor. Quero ser como tu, meu pai. - Se é isso mesmo que queres, segue em frente tens o meu apoio. Mas haverá obstáculos que vais ter ao longo da vida. Vais ter de ultrapassar e ai saberás, se a tua vocação foi ou não para ser padre. - Obrigado, meu pai. Nunca vou o desiludir, pois gosto imenso de si. Começou a sua longa viagem para ser padre. Uns dias mais tarde, cruzou-se com o meu irmão. Mas não sabia se devia ou não ir ao encontro dele. Decido-se finalmente em ir ao encontro dele. - Olá, tudo bem João? ? diz ele tentando mostrar uma calma por fora mas por dentro tremia todo. - Como sabes o meu nome? ? disse ele surpreso. - Sou eu o Carlos, o teu irmão já não te lembras de mim? - diz como se uma espada tivesse entrado e divido o meu coração em duas partes. - Estás tão diferente, já nem te reconhecia. Já estás um homem, que é feito de ti? O que te aconteceu? - disse ele com a maior felicidade do mundo. Então começou a relatar tudo o que tinha acontecido, desde então até ao momento. Desde dormir na rua, a ter trabalhar na tasca e finalmente o encontro com o padre e a sua salvação. - Então como estão as coisas lá em casa? ? disse para parecer bem, mas intimamente não querendo saber a resposta. - A mãe está bem, desde que tu saíste o pai nunca mais bateu a mãe. Andou numa clínica de recuperação para alcoólicos, ainda se fui abaixo duas vezes. Mas agora parece que consegui e já não bebe álcool há mais de um ano. Ele está muito arrependido do que te fez, eles os dois sentem muito a tua falta. Mas o pior de tudo ainda não te contei. - O que foi? - O pai está a beira da morte, e agora só chama por ti. Diz que é o seu último desejo na vida. Quer saber se tu o perdoas. - Não o quero ver, apesar de já não sentir ódio por ele. Mas ainda sinto muita mágoa e não sei como reagiria se o vive a minha frente. Não o perdoei e acho que nunca o vou perdoar. - Compreendo e respeito-te, a decisão é tua. Pois sei o que sentes e nunca te vou recriminar pelo que fizeres. Mas acho que pelo menos devias ir ver o pai. Não respondeu em vez disso calou-se, fez-se silêncio, a seguir despediu-se dele. Entretanto foi para a paróquia, ter com o padre, e sem saber o que pensar ou fazer. Tudo o mal que lhe aconteceu deveu-se ao seu pai, e mesmo assim com o padre descobriu que devemos espalhar o amor e perdoar. Estava num dilema, que não sabia para onde iria pender a sua decisão. Então quando chegou a paróquia decidiu ir falar com o padre, pois ele iria-lhe ajudar a tomar uma decisão. - ?Pai?, encontrei-me com o meu irmão de sangue a pouco. E ele disse que o meu pai de sangue estava a morrer, e que ele desejava ver-me antes de morrer, para saber se o perdoava. Mas não sei se o quero ver, não sei como iria reagir e muito menos se conseguiria ou conseguirei o perdoar. - Filho, tens de ver que nada é fácil. Mas de certeza que ele gosta de ti, e aquilo que ele te fez foi um acto irreflectido. Não te vou dizer, que o perdoes pois sei o que sentes neste momento. Segue o teu coração decidir o que fazer. Pois nada do que dizer, ou alguém te dizer poderá mudar a tua opnião. Por isso não decidas já, pensa no assunto e depois decide. Seguiu o conselho do padre, e reflectiu muito sobre o assunto. Decidiu ir visitar o seu pai de sangue, e ver o que ele tinha para lhe dizer. Mas pensando sempre que não o iria perdoar, disse-se o que tivesse para dizer a ele. Cada passo que dava em direcção a sua antiga casa, parecia como se tempo voltasse atrás. O ódio, a revolta, o nojo. Não conseguiu controlar seus sentimentos, e mesmo assim uma voz dentro de si dizia para continuar. Como se a voz do padre, tivesse na sua cabeça e a dizer controla-te pois Deus faz tudo por uma razão e agora vais saber o porquê de teres encontrado com o teu irmão. Chegou a porta, tocou a campainha. Parecia que nada tinha mudado. Tudo no mesmo lugar, nas mesmas posições. Apareceu a porta sua mãe. - Olá, sou eu mãe. Vim ver o pai! ? disse ele com uma frieza na voz que nem sequer reconhecia, a si próprio. - Filho, Carlos???!!! ? disse como uma voz misto de espanto, e com enorme emoção. - Sim, sou eu! Posso ver o pai? O João, disse que ele estava mal. - É verdade, ele só tem perguntado por ti, mas entra por favor, não fiquemos aqui no hall de entrada. Então subiu as escadas, e foi em direcção ao quarto dos seus pais. Parecia que o peso do seu corpo tinha aumentado mil vezes, mal conseguia andar e respirar. Quanto mais pensar em algo. Finalmente entrou no quarto. - Olá pai, ouvi dizer que queria falar comigo! - Carlos? ? surpreendido não conseguia acreditar no que os seus olhos lhe mostravam. -Sim, sou eu! - Ainda bem que vieste, queria tanto te ver? - Porque me queria ver?, e não espere que tenha uma recepção calorosa, pois ainda não me esqueci do que me fez, e o que disse. ? não deixando terminar a frase, a sua voz serena e agressiva. - Tens toda a razão, queria te dizer pessoalmente que estou arrependido, do que te fiz a ti e a tua mãe. Mas não posso voltar o tempo atrás, e modificar a história. Apenas espero que um dia me poças perdoar. Sei que é difícil, mas tenta. - È tudo, o que tem a dizer? - Sim, mas não quero que fiques com tanto rancor de mim no teu coração a meu respeito. - Para sua informação, não tenho ódio. Quando vinha aqui para casa, não sabia o que pensar e sentir, até mesmo quando subia as escadas. No momento em que o vi, deixei de ter ódio por si. Mas não perdoei, porque ainda não consigo perdoar. Quem sabe um dia. Bem nada mais me prende aqui nesta casa, vou-me embora. As melhoras e ver se recupera. Saiu do quarto e da casa sem dizer nada a ninguém. No momento que fechou a porta da casa que dá para a rua, deu-lhe uma imensa vontade de chorar. Porque tinha dito que não estava preparado para perdoar. Quem era ele para julgar alguém. Ele que fugi quando a sua mãe, mais precisou. Ele foi um puto mimado, que só pensava em si e não nas pessoas que estavam a sua volta a sofrer. Não conseguia, voltar hoje a casa dos seus pais. Iria manhã, bem cedo dizer que o perdoava. Porque no fundo sabia, que nunca o tinha odiado! Pois, pai há só um! Com os defeitos e qualidades que cada um têm. E além do mais tinha mudado, e reconhecido os seus erros. Foi outra vez para a paróquia, e encontro-se com o padre e disse tudo o que tinha acontecido. Ele disse que tinha feito bem, amadurecido muito hoje e tinha tido muito orgulho de si, como pessoa e ser humano. No dia seguinte voltou lá, para dizer ao aeu pai que o perdoava. Que gostava dele, apesar de tudo. E ia lá todos os dias a tarde para o ver. Passado um mês, desde a primeira vez que o foi visitar. Ele morreu. Sentiu um grande vazio, pois neste mês tinha o conhecido mais a si, e a ele que do que no tempo tudo em que conviveu com ele. Passou ainda um grande tempo, até recuperar da dor que tinha sentido. Pois agora tinha aplicado, tudo o que o padre lhe tinha ensinado. Então ele continou o seu estudo no seminário para ser padre, conseguindo assim o seu objectivo. Um dia passeando pela rua, tendo já terminado o seminário com sucesso. Encontrou uma mulher muito bonita. Ela era morena, cabelos lisos, olhos esverdeados, com o corpo bem delineado, alta. Mostrando uma segurança e confiança em si, mas o que despertou-lhe mais atenção foi ela estar a chorar. Uma mulher tão bela, a chorar como era possível. Aproximou-se devagar para junto dela e disse-lhe: - Desculpe, minha senhora sei que não tenho nada haver com isso mas porque chora assim dessa maneira? - Porque haveria de lhe dizer alguma coisa a si? Pois, como disse não tem nada haver com a razão do meu chorar. E além do mais é um estranho, para mim. -Tem toda a razão. Eu sou padre, por isso poderia compreender a melhor mas como não quer falar sobre o assunto respeito-a. E vou seguir o meu caminho, fique bem. Então como se aquelas ultimas palavras referidas por mim, tivessem pesado na consciência resolveu se abrir comigo, tudo o que se passava com ela. - Vou lhe contar a minha história de amor. Tinha conhecido um rapaz quando era muito nova, foi paixão a primeira vista, fiquei logo rendida a ele. Mas como me achava muita feia pensei que não teria hipóteses com ele. Conheci por causa de uma aposta feita entre os amigos do tal rapaz. Estávamos num bar, fomos nos conhecendo, trocamos números de telefone. A partir dai nunca mais perdemos o contacto, começamos a namorar mas eu tinha a desconfiança que ele me traía. Como era um rapaz muito sensual, bonito e charmoso conseguiria conquistar qualquer mulher. Mas com o passar do tempo essa desconfiança fui se desvanecendo, até acabar de vez. Acabei por me casar, os primeiros anos foram maravilhosos, muito compreensivo, carinhoso, estava sempre presente quando precisava. Até que um dia cheguei a casa mais cedo e vi ele com a minha melhor amiga na nossa cama. Não suportei mais e pedi o divórcio, não aguentava a dor de viver com um homem que não me amava e se calhar nunca me amou. Ela ia todos os dias, a igreja só para ver o padre, andava ansioso só para a ver. Com o passar do tempo, foi se criando uma grande amizade, se por algum motivo se não podíam se ver telefonavam um ao outro. Até que um dia, aperceberam-se que já não sentíam só uma amizade, um pelo outro. Era algo mais forte, mais intenso e descobriram que amavam-se. Foi um grande choque para os dois, pois ele era padre, e para ela porque amava um padre. Resolveu-se afastar dela, sem dizer nada pois era padre. Não podia continuar a dar-lhe ilusões, sabia que a relação deles não ia dar em nada. Mas ela insistia, até que um dia confrontou-lhee o porque do afastamento. - Porque te afastaste de mim? O que te fiz? Diz-me, ando triste por não te ver, amargurada por saber que amo-te e tu não me dizes nada. - Pensas que é fácil para mim? Não é, vim para padre porque julgava ser o meu destino. Tinha sido escolhido por deus, depois apareceste tu! E vieste-me por em dúvida, se queria mesmo ser padre ou não! Pensei muito sobre o assunto, e decidi que era melhor não nos vermos mais. È melhor para com o sofrimento agora, do que virmos a sofrer muito mais daqui a uns tempos. Não foi a decisão mais fácil, e se calhar não foi a mais justa, mas é com certeza a mais acertada! - Estás a ser egoísta, e egocêntrico. Tu queres fugir da realidade em vez de a enfrentares, com certeza que vieste para padre, para fugir dos teus problemas, como agora. Se não queres ser feliz, não faças sofrer os outros. És demasiado infantil para mim, uma pessoa mimada e nunca iria dar certo entre nós. Por isso tens razão, não te quero ver mais. Adeus, e cresce pois só assim alguém gostará de ti como pessoa, senão morrerás sozinho. E foi se embora, nunca mais apareceu na igreja nem deu noticias. Não conseguia, pensar em mais nada senão nela. Tinha perdido a vontade de viver por causa dela, já pensava no suicídio pois tinha falhado em tudo na sua vida. Tinha decepcionado a pessoa que mais lhee ajudou, na sua vida. O padre ajudou-lhe quando não era ninguém. Um dia veio ter consigo e perguntou-lhe: - Tão filho, a uns tempos para cá venho apercebendo-me que estás muito triste. O que aconteceu? - Não consigo deixar de pensar numa mulher que conhecia a uns tempos. Apaixonei-me por ela. Mas eu escolhi a vida de padre, não a poderei a amar e iria o decepcionar se deixasse de ser padre. - Meu filho, ouve com muita atenção as minhas palavras deste pobre e velho padre. Pois serão com certeza as últimas palavras que ouvirás de mim. Eu só ficarei orgulhoso de ti, se fores feliz. Vai, segue em frente deixa, de ser padre. Se feliz ao lado da pessoa que amas. Para que continuar num lugar onde serás sempre infeliz, vai antes que seja tarde demais. Mas se fores, não desistas ao primeiro obstáculo. Não descarregues os desgostos da tua vida, nas pessoas que são mais próximas, senão cometerás o mesmo erro do teu pai. -Obrigado padre, mil vezes obrigado! Ficarei eternamente grato pelas suas palavras, pelos seus ensinamentos. Terei dívida para consigo, que jamais poderei pagar! Espero voltar a ver o em breve! - Pagarás essa divida, se cumprires os meus conselhos, e deixarás me muito orgulhoso! Apesar dos teus defeitos, quem não os tem. Tens muitas qualidades, e uma delas e teres um coração do tamanho do mundo. Então lá foi a procura da sua felicidade, a procura da única mulher que amou de verdade ao longo dos seus anos de vida. A pessoa pela qual vez lhe olhar para si próprio e ver a pessoa que era, ela tinha razão no que lhe disse quando se despediu de si. Tinha fugido de casa, quando a sua mãe mais precisava de si. Foi para a rua, depois fugiu da rua para a primeira coisa que encontrara, fugiu novamente para a rua, porque não se dava bem com o emprego. De seguida fugi-o e refugiei-se na igreja, tentando esquecer todos os seus problemas. E por ultimo fugiu do amor. Não voltaria a fugir de nada nem de ninguém, mesmo que não a encontrasse ela ajudou-lhe a mudar a pessoa que era. Procurou por todo o lado e não a encontrou, quando estava prestes a desistir encontrou-a no mesmo sítio onde a tinha visto pela primeira vez. As palavras não lhe surgiam, estava nervoso por a encontrar, passado tanto tempo. Resolveu ir ter com ela, e cumprimentar mas sem grandes esperanças de ela lhe cumprimentar, pensava que ainda não gostaria de voltar a falar consigo. - Olá, tudo bem? - Olá, tudo e contigo? - Também, tenho pensado muito em ti. Em tudo o que me disseste na última vez que nos vimos. Cheguei a conclusão, tinhas razão. Fugi na minha vida toda, aos meus problemas, aos meus obstáculos. Nunca os tentei resolver. Até tu apareceres, até ver-te e pores tudo em dúvida, todas as certezas absolutas que tinha. Tive medo de arriscar e sofrer, fui muito comodista, e não quis deixar o meu orgulho de lado e dar-te razão. Agora se calhar já é tarde demais, e deves estar muito chateada comigo. Porém tenho de te agradecer por tudo o que fizeste, e me disseste. Espero porém ser vir a ser teu amigo?-interrompeu-lhe. - Posso falar? Claro que estou muito chateada contigo, tu magoaste muito. Esperava mais de ti, mas o amor não se esquece de um dia para outro. E tenho de reconhecer, que deves ter feito um esforço muito grande para me dizeres o que acabaste de dizer. E se tiveres disposto, a deixar de lado a tua opção de ser padre para andares comigo. Eu dou-te uma nova oportunidade. - Estás a falar a sério? Foi a melhor notícia que recebi nos últimos tempos, não sabes como me deixaste feliz só por teres dito isso. - Ainda bem, espero que as minhas palavras não sejam em vão, e não venha arrepender mais tarde do que te acabei de dizer. Deixou de ser padre fui viver com ela, parecia um conto de fadas. Uns meses mais tarde soube a noticia que o seu mentor (o padre) tinha morrido. Não queria acreditar a pessoa que mais lhe tinha ensinado, e em grande parte a ele deve ser a pessoa que é hoje. Nunca, jamais o irei esquecer. A pessoa que sempre confiou em si, tinha sempre as palavras certas para cada situação. A humanidade perdeu um grande homem, e ele tinha perdido um amigo, um pai, um confidente. Não iria conhecer outra pessoa como ele, por mais anos que vivesse, ele era único e uma pessoa muito especial. A vida é feita de desgostos, e há que saber levantar a cabeça nos obstáculos. Palavras sábias de alguém ainda mais sábio, palavras dele o seu mentor. Obrigado por tudo, onde quer que esteja agora. Ficara eternamente grato, e levantou a cabeça e segui em frente, mesmo que por dentro tenha morrido uma parte de si. Foi seguindo a sua vida, não foi fácil. Teve momentos, em que pensou em desistir mas lembrava-se sempre dele. Casou-se e teve dois filhos. Nos primeiros tempos era como viver no mundo das fantasias parecia tudo surreal. Os problemas começaram, quando não conseguíam arranjar tempo um para o outro. Começaram a distanciar-se, e a pensar que cada um traía o outro. Até um dia terem uma conversa, não podiam continuar assim. Mal falavam e se continuássem assim, mais tarde ou mais cedo só restaria o divórcio. Resolveram fazer umas férias, só os dois. Chegando á conclusão do que estava mal, a culpa que havia um do outro para terem chegado a este distanciamento. A partir daí voltaram a se aproximar, talvez já não fosse amor o que sentíam um pelo outro. Mas já não conseguíam viver um sem o outro, e viveríam um com outro até morrer. Com altos e baixos, mas sempre a tentar dar as mãos nas alturas mais difíceis, hoje sabe que se o seu mentor tivesse vivo teria muito orgulho em si. - Carlos, meu amor, meu grande amor anda almoçar já estás ai a imenso tempo no pc. Lembraste do que te disse o médico, não podes passar tanto tempo em frente do pc. Faz-te mal, pensas que ainda tens 20 anos. Já tens 60, não te esqueças disso. Mas já agora que estás a escrever? -Joana meu amor, já te disseram que és muito curiosa? Não te preocupes vou já sair, da frente do pc. Estava a escrever a minha vida, a nossa vida. Tudo o que de importante se passou nela. - Hmmm, está bem. Depois deixas-me ler? -Claro. Sabes uma coisa? - O quê? - Gosto muito de ti, e foste muito importante para mim ao longo da minha vida. Não serei o que ela seria sem ti. - Estás tão querido hoje, é bom ouvir isso! Tu também foste e és muito importante para mim. http://www.myspace.com/margaretesilva Fonte: http://writer-words.blogspot.com/2008/07/histria-de-uma-vida.html Simples descrição de mim... - 01Jul2008
![]() Em 23 de Março de 1985 lá nasci Bruno Alexandre Luís Esteves Taborda, na maternidade Alfredo da Costa. Só conheci um lugar para morar, desde que nasci em Telheiras. Andei na escola nª57 de telheiras, passei pela escola básica 2+3 de telheiras, Escola secundária David Mourão Ferreira, Escola Secundária de Camões, na universidade tirei um curso de contabilidade e administração no instituto superior de ciências da administração. A escrita nasceu em mim devido em grande parte ao meu pai, como era tipógrafo insistia muito na escrita. Nunca fui muito bom em português, mas na parte criativa das composições tinha sempre boas notas. Aos 13/14 anos não consigo precisar muito bem, li um livro que marcou bastante Os Miseráveis, muito denso, muito descritivo. Lembro-me na altura ter achado muito aborrecido, mas foi a partir dele, também do meu irmão do meio que comecei a gostar da leitura. Hoje em dia devoro livros, não consigo estar muito tempo sem ler. Comecei a escrever, talvez dos meus 15 anos, passar para o papel o que não conseguia dizer em palavras, desabafar sentimentos, emoções, apenas vontade de escrever algo. Mas comecei amar a escrita, a uns três, quatro anos, quando gostei muito de alguém comecei a escrever textos para ela (intitulava-se menina, para mim continua a ser uma menina bela e mágica, a partir dela aprendia amar verdadeiramente a escrita). Mais amigos meus, como sabiam que gostava de escrever pediam testemunhos, textos, que apenas escreve-se algo para eles. Diziam que tinha talento, tinha qualidades para investir na escrita. Mas houve dois comentários que marcaram e ainda marcam, um deles foi dizer que se reviam na minha escrita, outro foi quando alguém me disse uma vez:?tens tanta sensibilidade que até me arrepias só de ler e sentir as tuas emoções, os teus sentimentos?. Tenho dois irmãos mais velhos que eu. Deles herdei a sensibilidade, atenção, o carinho e a capacidade de ouvir (irmão do meio). Do mais velho, o poder de argumentação, análise critica, a não me contentar com que me dão a querer sempre mais. Da minha mãe a sensibilidade, a palavra amizade, amor, a entrega completa de forma genuína. Do meu pai, tentar ser sempre melhor, ser correcto e leal, argumentação e contra-argumentação, a olhar para além do evidente, nunca desistir dos sonhos e lutar por aquilo que realmente queremos. A eles, aos meus familiares, amigos e todos os que acreditam e me apoiaram sempre o meu muito obrigado. Espero que nunca vos desilude, espero sempre os surpreender, pois vocês meus leitores são a razão pela qual amo a escrita, vos poder algo que tantas alegrias me dá. http://www.myspace.com/margaretesilva Fonte: http://writer-words.blogspot.com/2008/06/simples-descrio-de-mim.html Corro sem parar... - 25Jun2008
![]() Sei que não tenho jeito, nem encanto para te despertar atenção. Sou mais um que espera que por detrás desta imensidão se faça luz. Que um dia possamos caminhar juntos, sem desconfianças ou medos. Talvez um dia isto não seja apenas palavras, mas actos consumados e uma realidade que agora parece distante. Parece uma miragem ao fundo do túnel, parece estou enfraquecendo a medida que entro neste túnel. Não vejo a luz do dia, sussurra-me ao ouvido o silêncio desta noite. Faz-me parecer pequeno com tamanha grandiosidade, tento resistir esta negrume solidão que se apodera de mim, sem eu dar conta. Instala-se de mansinho como se sobrevive-se da minha tristeza para viver. Corro até os meus pés sangrarem, corro até a minha respiração parecer tão ofegante que não consiga mais respirar, corro até que o meu coração palpite tanto que se esqueça de se lembrar, corro até o meu pensamento ficar cansado para dormir a seguir. Parece uma luta incessante, em busca de algo que perdi pelo caminho errante. Onde errei? Onde me perdi? Será que vou ter respostas que tanto anseio saber. Talvez nunca vá saber, se calhar quando souber será a minha morte, pois encontrei a razão da minha existência e poderei morrer feliz. Não me canso de lembrar das pessoas que agora não estão presentes, não canso de pensar em amigos especiais que partiram mas jamais partiram do meu coração, do meu pensamento. Um desabafo? Uma despedida? Não sei uma reflexão de uma vida errante, uma vida sem rumo, que trato por tu, pois já perdi a vergonha a muito tempo, deixando de a tratar por você. Fico a meio caminho do nada, a meio caminho do tudo. Paro e penso corri, corro, mas algum dia me cansei de correr atrás de ti? De você? Da felicidade? Do amor? Nunca, mesmo que fique no meio deste túnel, mesmo que não veja a luz do dia, por isso hoje vou correr outra vez, esperando um dia descansar desta corrida incessante a qual dei o nome de vida, nome minha vida! http://www.myspace.com/margaretesilva Fonte: http://writer-words.blogspot.com/2008/06/corro-sem-parar.html | ||||||
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