Alberto Carne
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Alberto Carneiro
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Exposição patente na Galeria Fernando Santos em Lisboa
 
Comentários
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No seguimento do comentário por mim feito e que consta nesta página, não foi na qualidade de anónimo que o fiz e foi dirigido particularmente ao Mestre Alberto Carneiro. Elimine-se pois o carácter apócrifo do comentário com a apresentação do autor do mesmo: Paulo Ferreira Borges; e-mail: paulo_ferreira_borges@hotmail.com; contacto móvel: 967001989. Se porventura fosse possível fazer chegar ao destinatário o conteúdo do comentário, muito agradeceria. Obrigado. PFB.
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Caro Mestre, muito sumariamente, pois o espaço aqui concedido é escasso, para o tipo de abordagem que lhe queria fazer, no seguimento de uma profunda admiração (diria, também, cumplicidade) em referência à sua obra, muito humildemente lhe pedia o seu e-mail, no sentido de lhe propor (que ousadia!!!) um eventual projecto conjunto. Deixo entretanto um pedaço de um conjunto de poemas intitulados: As Árvores Com um Sentimento no Rosto Iluminado. Caso esta "interpelação" lhe desperte algum interesse, estarei totalmente receptivo. Para além do meu e-mail, deixo desde já o meu contacto móvel: 967001989. Fica então o poema: (As Árvores...) Vão em bosque. Tropeçam nas pedras anoitecidas. E essas pedras são eternas mães de rosto redondo e uma dureza de carne, maior que os ossos internamente vivos. Com as suas raízes entrelaçadas onde circula o sangue. Onde geme a memória das vivências e se repercute a memória primordial. Sempre cabisbaixas e redondas. E belas. Côncavas por baixo. As pedras são as nossas mães vivas depois de mortas. Que respiram o sopro da brisa por um orifício secreto, até a um magnífico pulmão verde. Alisadas por cima pela mão masculina do tempo. As árvores tropeçam nelas. Que não se queixam. Que não murmuram. Que se inclinam sobre o ventre vazio, búzio onde guardam o eco das brincadeiras dos filhos que correm mundos. Com toda admiração Paulo Ferreira Borges

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