- No seguimento do comentário por mim feito e que consta nesta página, não foi na qualidade de anónimo que o fiz e foi dirigido particularmente ao Mestre Alberto Carneiro. Elimine-se pois o carácter apócrifo do comentário com a apresentação do autor do mesmo: Paulo Ferreira Borges; e-mail: paulo_ferreira_borges@hotmail.com; contacto móvel: 967001989.
Se porventura fosse possível fazer chegar ao destinatário o conteúdo do comentário, muito agradeceria. Obrigado. PFB. - Caro Mestre, muito sumariamente, pois o espaço aqui concedido é escasso, para o tipo de abordagem que lhe queria fazer, no seguimento de uma profunda admiração (diria, também, cumplicidade) em referência à sua obra, muito humildemente lhe pedia o seu e-mail, no sentido de lhe propor (que ousadia!!!) um eventual projecto conjunto.
Deixo entretanto um pedaço de um conjunto de poemas intitulados: As Árvores Com um Sentimento no Rosto Iluminado. Caso esta "interpelação" lhe desperte algum interesse, estarei totalmente receptivo.
Para além do meu e-mail, deixo desde já o meu contacto móvel: 967001989. Fica então o poema:
(As Árvores...)
Vão em bosque. Tropeçam
nas pedras anoitecidas.
E essas pedras são eternas mães
de rosto redondo e uma dureza
de carne, maior que os ossos
internamente vivos. Com as suas raízes
entrelaçadas onde circula o sangue. Onde
geme a memória das vivências
e se repercute a memória primordial.
Sempre cabisbaixas e redondas.
E belas. Côncavas por baixo. As pedras
são as nossas mães vivas
depois de mortas. Que respiram
o sopro da brisa por um orifício
secreto, até a um magnífico
pulmão verde. Alisadas
por cima pela mão masculina
do tempo. As árvores tropeçam
nelas. Que não se queixam.
Que não murmuram. Que se inclinam
sobre o ventre vazio, búzio
onde guardam o eco das brincadeiras
dos filhos que correm mundos.
Com toda admiração
Paulo Ferreira Borges
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